Bots do Telegram para o lado prático de estudar e pesquisar: fórmulas LaTeX renderizadas no chat, verificação de plágio de um rascunho antes da entrega, artigos novos do arXiv e do PubMed e uma entrada BibTeX a partir de um DOI.
| # | Bot | Preço | Idiomas | Inline | Grupos | Pontuação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | @InLaTeXbot | Grátis | EN | sim | não | 78 |
| 2 | @Plagiarismsearchbot | Freemium · 5 envios gratuitos de até 1.000 palavras cada para usuários do bot, segundo o serviço | — | não | não | 74 |
| 3 | @dailyarXiv_bot | Grátis | EN | não | não | 71 |
| 4 | @BroletterBot | Assinatura · 7 dias de teste grátis, sem cartão | EN | não | não | 64 |
| 5 | @bibtexbot | Grátis | EN | não | não | 63 |
| 6 | @Open_Sciencebot | Grátis | EN · RU | não | não | 61 |
| 7 | @gscholar_alert_bot | Grátis | EN | não | não | 61 |
Não testamos esses bots manualmente: a avaliação se baseia no que dá para conferir publicamente. De cada bot abrimos a página no t.me para confirmar que é um bot ativo e procuramos uma fonte do lado do dono: um repositório aberto e a data da última alteração, o site do serviço com link para o bot ou o anúncio do autor. Preços e limites gratuitos vêm das páginas do serviço. Nesta categoria também anotamos para onde vai o texto que você envia, se os resumos são escritos por IA e quais fontes cada lista de artigos cobre de fato.
O Telegram pode trazer pesquisa nova até você de três jeitos, e cada um serve a um leitor diferente. Uma lista por categorias como a do dailyArXiv (@dailyarXiv_bot) publica todo dia, no horário que você definir, os artigos novos do arXiv, bioRxiv, medRxiv, ChemRxiv e PubMed: funciona quando sua área cabe em poucas categorias. Os alertas por palavra-chave do GSAbot (@gscholar_alert_bot) vigiam o Google Scholar e o arXiv com os seus termos exatos, mais perto de como se define o tema de uma tese. O Broletter (@BroletterBot) explica um artigo do arXiv toda manhã, mas os resumos são escritos por modelos Gemini: servem para descobrir trabalhos, e só se cita o artigo que você leu.
Uma fórmula digitada como texto simples no chat do grupo de estudo fica ilegível; o InLaTeXbot (@InLaTeXbot) renderiza LaTeX em qualquer chat, desde que a consulta caiba em cerca de 250 caracteres. Uma entrada que falta no arquivo .bib sai mais rápido do BibTeXBot (@bibtexbot), com um DOI, um ID do arXiv ou um ISBN, do que de um gerenciador de referências; confira nomes de autores e maiúsculas. Para uma primeira busca sobre um tema, o Open Science Bot (@Open_Sciencebot) consulta PubMed, Crossref e Google Scholar num só chat. Antes da entrega, o PlagiarismSearch.com (@Plagiarismsearchbot) oferece cinco envios gratuitos de até 1.000 palavras e, segundo o serviço, detecta plágio em todos os idiomas: veja quais trechos coincidiram e conte com uma porcentagem diferente no sistema da sua universidade. A maioria desses bots tem interface só em inglês.
Não encontramos bots oficiais no Telegram de Zotero, Mendeley, Overleaf, Semantic Scholar, Crossref, arXiv, ResearchGate, Scite, Consensus, Elicit, SciSpace, Mathpix ou Scribbr. Tirando o verificador de plágio, todos os bots desta lista são projetos independentes, a maioria mantida por uma só pessoa: veja quando foram atualizados pela última vez e mantenha os alertas da biblioteca ou das próprias revistas para o que você não pode perder. E nenhum bot muda as regras de integridade acadêmica: uma porcentagem de coincidência baixa não transforma um texto gerado em trabalho seu.
Não sem autorização do professor: apresentar texto gerado como seu viola a integridade acadêmica, assim como o plágio. As regras sobre IA variam entre universidades e disciplinas, então confira as suas e, se o uso for permitido, informe como usou.
Não exatamente. O PlagiarismSearch.com (@Plagiarismsearchbot) compara seu texto com páginas da web e publicações, e a sua universidade usa um sistema próprio, então as porcentagens não batem. Use os cinco envios gratuitos de até 1.000 palavras para achar citações sem aspas e referências esquecidas, e olhe quais trechos coincidiram, não só o número.
Melhor não: essa senha costuma abrir seu e-mail, suas notas e seus dados pessoais, e o autor de um bot de terceiros a recebe em texto puro. Prefira bots que só pedem sua turma ou código do curso, ou os oficiais indicados pela própria universidade.